Acessibilidade vai além de rampas e envolve diferentes áreas para garantir inclusão

A acessibilidade é um tema cada vez mais presente no debate social, mas ainda é comum associá-la apenas a rampas e vagas preferenciais. Especialistas destacam que essa visão é limitada: existem diferentes tipos de acessibilidade porque as pessoas têm necessidades diferentes.

A proposta da acessibilidade é justamente eliminar obstáculos físicos, sociais, comunicacionais e digitais, porque impedem a participação plena de pessoas com deficiência (PcD) na sociedade. Por isso, ela se divide em várias categorias, cada uma com um papel específico.

A acessibilidade arquitetônica é uma das mais conhecidas e envolve adaptações em espaços físicos, como rampas, elevadores, pisos táteis e banheiros adaptados. Já a acessibilidade atitudinal diz respeito ao comportamento das pessoas, combatendo o preconceito e o capacitismo.

No campo da educação e do trabalho, a acessibilidade metodológica busca adaptar métodos de ensino e atividades profissionais, permitindo maior inclusão. A acessibilidade instrumental complementa esse processo com o uso de tecnologias assistivas, como leitores de tela, braille e comandos de voz.

Outro aspecto importante é a acessibilidade programática, que envolve leis e normas voltadas à garantia de direitos das pessoas com deficiência. Na comunicação, recursos como legendas, Libras e audiodescrição fazem parte da acessibilidade comunicacional, essencial para garantir o acesso à informação.

Silvia Grecco, Secretária Municipal da Pessoa com Deficiência, explica que ainda é um desafio para a cidade de São Paulo: “Nós não podemos falar só de acessibilidade arquitetônica, atitudinal de as pessoas terem respeito com as pessoas com deficiência, né? Comunicacional de poder desenvolver a conversa e o entendimento sobre essas pessoas com deficiência, as tecnologias assistivas também, que são uma questão de acessibilidade importante. Você vê que o leque é muito amplo”.

A Central de Notícias da Rádio Paz é uma iniciativa do Projeto “GASLIGHTING: Uma violência sutil!”. Este projeto foi realizado com o apoio da 9ª Edição do Programa Municipal de Fomento ao Serviço de Radiodifusão Comunitária Para a Cidade de São Paulo.

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